Querer servir toda a gente é a forma mais segura de não seres escolhido por ninguém. O mercado memoriza quem é claro e esquece quem tenta abranger tudo.
Para quem és, de facto, a primeira escolha?
Posicionamento é o lugar que ocupas na cabeça das pessoas quando pensam num problema. Se ninguém te associa a nada em concreto, ainda não tens posição.
A que problema é que o teu nome está associado?
Depois de saberes quem és, vem a pergunta seguinte: onde te colocas. Outubro é sobre escolher um lugar no mercado e ocupá-lo com intenção.
Que lugar é, hoje, indiscutivelmente teu?
Setembro fecha com uma pergunta resolvida: quem és. Com essa base firme, tudo o que comunicas a partir daqui ganha solidez.
O que levas de setembro sobre a tua própria identidade?
Com a identidade definida, o resto torna-se mais simples de decidir. Sabes o que aceitar, o que recusar, como te apresentar.
O que decidirias hoje, se já não tivesses dúvidas sobre quem és?
Quanto mais clara é a tua identidade, menos precisas de gritar. A clareza dispensa volume.
O que comunicarias se deixasses de tentar impressionar?
A identidade constrói-se ao longo de anos e perde-se numa semana de incoerência. Por isso pede atenção mesmo nos dias em que parece não importar.
O que estás a fazer, esta semana, que confirma quem és?
Quem tem identidade resolvida compete menos. Não precisa de se comparar a cada passo, porque já sabe o lugar que ocupa.
Quanta da tua energia se vai em comparação?
Quando sabes quem és, deixas de tentar entrar em todas as salas. Escolhes as que fazem sentido e deixas as outras seguir.
Em que salas andas a tentar entrar que já não são para ti?
Identidade, posicionamento, reputação, imagem, comunicação. Os cinco pilares começam todos no primeiro: sem saberes quem és, os outros quatro ficam à deriva.
Qual destes pilares estás a tentar construir sem ter resolvido a base?
Identidade forte mostra arestas. A versão polida até ao limite afasta mais do que aproxima.
Que parte tua, mais humana, andas a esconder do mercado?
Existe poder em conseguires dizer, numa frase, aquilo que defendes. Quem não consegue resumir-se entrega essa tarefa aos outros, que raramente acertam.
Consegues completar a frase: a minha marca existe para...?
Ter identidade definida não te prende a uma versão fixa de ti. Uma identidade madura evolui sem se trair.
O que em ti evoluiu sem deixar de ser teu?
A mesma pessoa no LinkedIn, na reunião e no corredor. Essa coerência, repetida, é o que constrói uma identidade reconhecível.
Onde a tua identidade ainda se contradiz entre canais?
O desconforto em cobrar o teu valor começa, muitas vezes, numa identidade pouco firme. Quem sabe o que vale raramente hesita no número.
A tua dúvida é sobre o preço, ou sobre quem és?
As pessoas sentem a tua identidade antes de a perceberem. Uma presença coerente comunica segurança ainda antes da primeira palavra.
Que sensação deixas numa sala antes de falares?
Excelente no trabalho e invisível no mercado. Acontece a quem domina a função mas nunca decidiu como quer ser reconhecido.
És memorável, ou apenas competente?
A tua identidade existe antes de qualquer rede social. As plataformas amplificam o que já decidiste ser; não decidem por ti.
O que decidirias ser se nenhuma plataforma existisse?
Cada vez que dizes que sim ao que não és, afastas-te um pouco mais de ti. A identidade também se protege com recusas.
A que disseste sim este ano que te custou ser quem és?
As tendências mudam de estação; a tua identidade devia mudar de década. Construir marca pessoal sobre modas é construir sobre areia.
O que em ti se mantém para lá das modas do teu setor?