os bastidores da fotografia.
A fotografia saiu.
A cor da minha blusa tinha sido escolhida com base na psicologia da cor. Queria comunicar confiança, força, intemporalidade. Não houve cabeleireiro. Não houve produção excessiva. Apenas eu, o Luís e aquele instante irrepetível.
Foi ali que o livro também se escreveu.
Hoje, um ano depois dessa fotografia, sei que não foi apenas o registo de uma capa. Foi o início de um livro que já transformou marcas pessoais. E a minha.
Personal Branding. O livro.
Durante anos observei o que estava a acontecer nesta área. A banalização do conceito. A confusão entre visibilidade e valor. A transformação da marca pessoal num conjunto de fórmulas rápidas, frases ocas, exposições sem estrutura. Vi pessoas profundamente competentes a perderem-se no ruído. Vi outras a crescerem sem substância, sustentadas apenas por volume. Não escrevi para seguir tendências.
Escrevi para corrigir desvios.
Escrevi porque senti falta de um guia que tratasse a marca pessoal como aquilo que ela é: um processo sério, exigente, contínuo.